segunda-feira, 29 de setembro de 2014

As barreiras ou pedras no caminho...

Quando era criança olhava pra cima, mas imaginava apenas o céu negro e coberto de estrelas radiantes. Fui uma criança tímida, muito tímida, no entanto feliz por ter tido a chance de ser criança. Sonhar, brincar, ver desenhos, querer e imaginar muitas vezes ser a heroína e salvar todo mundo!

A vocação por escolher uma profissão definida, ou qualquer coisa que me direciona-se pra qualquer área de estudo ou profissão, também não apareceram tão precocemente.
Lembro que na adolescência eu adorava desenhar, na verdade eu era mais copista, mas dava conta do recado, e fazia outros desenhos abstratos.
Entrei no colégio técnico por ter a obrigação de continuar estudando, não que aquilo que estava fazendo fosse o melhor pra mim. Eu tinha consciência que deveria ter uma profissão, caso não conseguisse dar continuidade nos estudos, faculdade e etc.

Passado muitos anos, após a formatura do colegial. Eu me senti inútil e perdida, não sabia fazer mais nada além de trabalhar na área de enfermagem, e ninguém elogiava o meu trabalho, pois pouco aparecia...
Foi quando comecei a estudar fotografia, mas pensando como um hoby e nada mais...
Paixão a primeira vista pela fotografia, encantamento profundo e muito forte. Eu queria aprender muito mais do que apenas fotografar aos finais de semana.

Por amor pela arte, por obrigação em saber mais sobre, estudar outras áreas para poder trabalhar em conjunto, tudo está interligado... Você não estuda apenas fotografia, você fica antenado em tudo que acontece ao seu redor. Não se aprofunda na fotografia sem hoje saber noções e outros programas de edição de imagem, de lidar com programas básicos, escrever um texto, mexer numa planilha, fazer orçamentos e a conversar com diferentes pessoas.

...

Teve um dia no colégio que foi o pior dia da minha vida, o mais vergonhoso e massacrante. Eu travei durante uma aula que tinha que apresentar, senti meu rosto ruborizar, minha voz desaparecer e gaguejei muito...Traumatizante!

Tal trauma foi vencido anos depois... Já tinha certa e muita experiência na enfermagem, já trabalhava com fotografia. Mas, faltava passar por mais essa prova!
Na faculdade, o curso era de Produção Audiovisual, de comunicação. Então você tinha que falar, e aprender a falar.
Foram aulas na frente de muita gente, classe lotada. No palco no final de semestre, no trabalho final.

E também no hospital, representando o meu grupo, apresentei o trabalho no palco na frente de outros funcionários e gerentes de departamento. Não me sentia mais constrangida e nem com vergonha.

Superei o trauma e meu medo de falar em público.

Atualmente estou dando aula de fotografia, particular. Uma outra experiência que estou apreciando muito, e principalmente de poder passar adiante o que aprendi.

Não há um limite para sonhar, e tão pouco que esses estejam distantes.

Se você quer uma coisa de verdade e sinceramente. O universo vai conspirar a seu favor! Faço a minha parte de batalhar meu sonho e pensando positivo.

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