sábado, 10 de agosto de 2024

Felicidade ou razão?

 Depois de quase 30 anos trabalhando como técnica de enfermagem, falando sobre trabalhar com pessoas. pacientes, colegas, chefes, estudantes, médicos e professores... Enfim, pessoas são difíceis, mas nós também. Cada um carrega uma bagagem e conhecimentos diferentes, experiências diferentes, costumes, pensamentos únicos!

Daí, onde todo mundo quer se colocar como única pessoa certa em qualquer questão...

Errado né...

No mínimo temos 3 versões ou opiniões diferentes. Não dá pra chegar em 100% de acerto!

Numa conversa com um professor que respeito e gosto muito de ouvir o que ele tem a dizer. E quando ele diz qualquer assunto, você acaba ficando de boca aberta ... Também disse , numa observação, nós que trabalhamos na saúde, deveriam orientar uma coisa: Não levar nada daqui para o lado pessoal, até para tudo que o que acontece fora daqui também... Pois, você acha que não vai precisar da outra pessoa, mas vai precisar sim, porque uma hora vão trabalhar juntos... e aí como vai ser?

É a roda gigante da vida... ora em cima, ora embaixo!

Sou mais estratégica em certos momentos , e continuo sendo muito coração e impulsiva em outros, somos humanos ...

Nem todos estão a nosso favor...

Nem todos suportam nossa felicidade...

Nem todos torcem pelo nosso sucesso...

Mas, não dá pra ser triste por causa dessas pessoas. Eu escolho meu caminho, só observo e prefiro minha felicidade. Pois, daqui a 50 anos ninguém vai se lembrar de nada, porque serão outras pessoas a caminhar e estar no meu lugar.

O hospital onde trabalho é uma passagem, e não minha casa ou legado!

Aprendo com pessoas e não com posse ou objetos.

Gratidão a todos que estão na minha história, aprendo todo dia, uma coisa nova!

Gratidão Regiane!

 Por esses dias, pensando em várias coisas ao mesmo tempo, uma lembrança voltou a minha consciência. Hoje, eu entendo que não foi ruim, mas quando tudo aconteceu doeu no coração.

Crianças são autenticas e espontâneas mas ao mesmo tempo podem ser muito cruel, e um pouco sarcástica também. 

Estava na quarta série, muito bobinha e boazinha. E muito tímida, não revidava as agressões e brincadeiras das outras crianças.

Não me recordo exatamente o que aconteceu quando tinha 10 anos, pareceu o fim do mundo e eu estava triste.

Creio que não ficou pior porque uma amiga da minha irmã mais velha me consolou com palavras doces e até engraçadas, eu lembro de rir em meio ao choro...

Por isso, por onde estiver Regiane, obrigada e gratidão por tornar aquele dia uma lembrança de aprendizado e bondade !