sábado, 4 de abril de 2009

Bon voyage...



Buen viaje,
Gute reise,
Buon Viaggio,
Bon voyage...

Era um "bom voyage"...

O carro parecia inteiro por fora, estava um pouco velho mas tudo bem, se anda é o que interessa...

Ainda hoje recordo me quando aceitei a carona...

Será que alguém já teve a impressão de estar sentada dentro de um liquidificador? Ou algo parecido...

Juro que eu não sabia as condições desse veículo pois se soubesse nem teria entrado e embarcado nessa viagem ...Ou melhor, roubada mesmo...

Carro, será que o nome certo daquele veículo seria carro? Bom, 90% ....não acho que uns 75%, não talvez 65% seria o ideal...ou a falta de muita coisa.

Era um feriado de abril, estava indo visitar minha irmãzinha querida que no momento estava morando no Rio de Janeiro...Eu planejava ir de ônibus a noite, mas veio o convite do amigo dela.
E eu concordei pensando que seria melhor que a poltona fofinha e reclinável do bus...

Ai pesadelo, barulho, trancos e sacudidas...
Parecia que eu havia embarcado num avião teco teco da segunda guerra mundial. E eu não tinha onde me segurar, e nem quem me segurasse o cinto de segurança era de enfeite, faltava o feixe de encaixe...
Daqui até chegar no Rio de Janeiro são 6 horas de carro. Agora imagina, uma máquina barulhenta no pé do seu ouvido duranto esse tempo?

Sem contar um outro pequeno detalhe que no meio da viagem o carro era um beberrão, e engolia rápido o ácool do tanque. No início achei que ele, o motorista estivesse de brincadeira comigo, zig zagueando pela estrada?.... Várias vezes, ai não teve jeito, perguntei :- "O que tá acontecendo ? Tá fazendo isso por quê?!?...
A explicação veio rápido :-"É porque tá acabando o ácool, não sei até quando vai durar, e não vi nenhuma indicação de posto de gasolina..."
Ah, não pode ser...não acredito...Mais essa?
Fiquei imaginando eu, eu mesma empurrando aquela geringonça, eu e meus braços super musculosos...

Mas... por sorte, chegamos até onde o combustível nos permitiu...
Bom havia um posto de gasolina próximo, mas estava do outro lado da pista. O carro foi abastecido com o suficiente pra chegar em outro posto mais a frente.

Enfim, após as seis horas de barulho constante no meu ouvido, chegamos ao nosso destino...
Eu estava inteira, de corpo e alma, mas com uma dor de cabeça insuportável, parecia que o barulho do carro continuava martelando meus neurônios e um zunido nos labirintos.

Adivinha com quem eu voltei?
Ai se arrependimento matasse...
Ai minha cabecinha...
Dai me um dorflex, um tylenol e um plasil por favor e apaguem essas luzes...



PS: A viagem foi ruim...rs! Mas o motorista é ótima pessoa, descupe Rodrigo...
Mas essa história eu tive que contar...