segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Meu rosto contradiz tudo que sou...

Quando eu tinha 16 anos estava no colégio, segundo ano. Eu estava no curso tecnico de enfermagem e iria prestar o vestibular da fuvest para trainee, só como treino mesmo, nada sério.

A moça que estava recebendo as fichas dos candidatos, não queria aceitar a minha por sua vez, não acreditava que eu tinha realmente tal idade. Dizia ela que minha aparência era de uma garotinha de 10 anos... Dá pra acreditar nisso!

Por fim, acabou aceitando após averiguar meu RG, certidão de nascimento, etc.

Não tenho vergonha de falar, mas às vezes fico receosa devido a reação das pessoas quando comento sobre minha idade. Não é pra me gabar, tão pouco uma daquelas boas pegadinhas...

Hoje, aos 32 anos, assusto muita gente... Dependendo do tipo de roupa que uso, o linguajar, e se meu rosto estiver descansado sem olheiras....
Não dá pra falar exatamente o quanto nova posso aparentar, mas já chutaram uns 18...
É hilário ver o rosto das pessoas, o espanto, a estranheza, e a comprovação do fato...rs

Meu rosto contra-diz quem sou...

Quem não me conhece, tem a plena certeza de que sou puramente fresca e esnobe até chata...
Puro engano, ainda bem!!!
Sempre fui mais moleca. Subia em árvores, escalava batentes, andava de bicicleta. Boné, camiseta, shorts e um par de tenis surrado em troca de presilhas, vestido e sandalinha

Minhas atitudes não tem desdém, frescuras ou ar de arrogância...
Nunca me postei num pedestal acima de tudo e todos.

Nunca se sabe de onde possam surgir idéias malucas, soluções e amizades...

Muito cedo assumi a responsabilidade pela vida de outras pessoas. A razão me foi dada quando eu extrai os quatro cisos de minha boca com apenas com 18 anos...
Desde então parte de mim era a pessoas madura, porque foi assim que aconteceu.

Chegar aqui, aos trinta e dois anos, foi a renovação de uma pessoa.
Responsabilidade?
Não... Porque já sou há muito tempo, por mim e por outras pessoas...

Sou a menina que sonha e a mulher que deseja...

Estatísticamente a mulher fica mais chata que o homem quando envelhece. Mas espero não fazer parte dessa estatística...

Amo e sempre amarei desenhos animados, aquele picolé sentada na calçada num domingo a tarde, brincar de esconde-esconde com a minha sobrinha, ouvir as gargalhadas de crianças na hora do recreio da escola ao lado da praça, andar de bicicleta, filmes tipo sessão da tarde, algodão doce, comprar gibis( hj são os hqs), ouvir música e dançar sozinha...

Assim, sou eu... A enfermeira, a menina, a moleca, a mulher, a fotógrafa...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Adeus meu velho amigo...


Após treze anos de convivência, ele se foi e ainda hoje eu espero que ele esteja num lugar melhor, correndo, miando e dormindo em algum lugar aquecido pelo sol...

Um dos dias mais tristes que me recordo com olhos marejados e com muitas saudades. Nada neste mundo é eterno, todos sabem disso mas quem está pronto pra dizer adeus?

Meu querido amigo felino, de grandes olhos verdes e pelagem negra.

Eu daria mais um sopro de vida pra ele, para o meu egoísmo em te-lo por perto mais um pouquinho... Levaria onde fosse necessário para que o curassem. Mas não funciona desse jeito. Quando senti seu corpinho fraco em meus braços, meus olhos não queriam acreditar que isso estava realmente acontecendo.

Seu último olhar era tão verde, pedindo pra ir embora da clínica veterinária...

A pior notícia chegou por telefone...Minha mãe disse, sem rodeios: - O Mimi morreu de madrugada...
Eu não acreditava, mas sentia sua perda...
Aquele dia morria um pouquinho de mim, meu coração doía demais.

Semanas após a sua partida, estava deitada em minha cama. Eu não estava doente, mas tive um sensação de estar subfebril. Adormeci, e acordei com Mimi no meu colo...
Sonho?...Eu não sei, mas talvez ele tenha voltado pra se despedir.
Eu não consegui assimilar na hora o sonho, ele, e sua partida. Só depois que acordei e a febre passou...
Apenas disse adeus bem baixinho...

Adeus meu pequeno grande amigo, jamais te esquecerei.
Lembrarei com alegria das suas travessuras.
Do esconde-esconde na hora das refeições.
Dos dias frios quando pedia colo.
E principalmente, jamais esquecerei da sua carinha preocupada, no pé da minha cama quando eu ficava doente.

Mioauou!