Quando eu tinha 16 anos estava no colégio, segundo ano. Eu estava no curso tecnico de enfermagem e iria prestar o vestibular da fuvest para trainee, só como treino mesmo, nada sério.
A moça que estava recebendo as fichas dos candidatos, não queria aceitar a minha por sua vez, não acreditava que eu tinha realmente tal idade. Dizia ela que minha aparência era de uma garotinha de 10 anos... Dá pra acreditar nisso!
Por fim, acabou aceitando após averiguar meu RG, certidão de nascimento, etc.
Não tenho vergonha de falar, mas às vezes fico receosa devido a reação das pessoas quando comento sobre minha idade. Não é pra me gabar, tão pouco uma daquelas boas pegadinhas...
Hoje, aos 32 anos, assusto muita gente... Dependendo do tipo de roupa que uso, o linguajar, e se meu rosto estiver descansado sem olheiras....
Não dá pra falar exatamente o quanto nova posso aparentar, mas já chutaram uns 18...
É hilário ver o rosto das pessoas, o espanto, a estranheza, e a comprovação do fato...rs
Meu rosto contra-diz quem sou...
Quem não me conhece, tem a plena certeza de que sou puramente fresca e esnobe até chata...
Puro engano, ainda bem!!!
Sempre fui mais moleca. Subia em árvores, escalava batentes, andava de bicicleta. Boné, camiseta, shorts e um par de tenis surrado em troca de presilhas, vestido e sandalinha
Minhas atitudes não tem desdém, frescuras ou ar de arrogância...
Nunca me postei num pedestal acima de tudo e todos.
Nunca se sabe de onde possam surgir idéias malucas, soluções e amizades...
Muito cedo assumi a responsabilidade pela vida de outras pessoas. A razão me foi dada quando eu extrai os quatro cisos de minha boca com apenas com 18 anos...
Desde então parte de mim era a pessoas madura, porque foi assim que aconteceu.
Chegar aqui, aos trinta e dois anos, foi a renovação de uma pessoa.
Responsabilidade?
Não... Porque já sou há muito tempo, por mim e por outras pessoas...
Sou a menina que sonha e a mulher que deseja...
Estatísticamente a mulher fica mais chata que o homem quando envelhece. Mas espero não fazer parte dessa estatística...
Amo e sempre amarei desenhos animados, aquele picolé sentada na calçada num domingo a tarde, brincar de esconde-esconde com a minha sobrinha, ouvir as gargalhadas de crianças na hora do recreio da escola ao lado da praça, andar de bicicleta, filmes tipo sessão da tarde, algodão doce, comprar gibis( hj são os hqs), ouvir música e dançar sozinha...
Assim, sou eu... A enfermeira, a menina, a moleca, a mulher, a fotógrafa...
Um dia, uma pequena história! O amanhã que já foi hoje que guardo como ontem, em algum lugar chamado memórias...
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Adeus meu velho amigo...

Após treze anos de convivência, ele se foi e ainda hoje eu espero que ele esteja num lugar melhor, correndo, miando e dormindo em algum lugar aquecido pelo sol...
Um dos dias mais tristes que me recordo com olhos marejados e com muitas saudades. Nada neste mundo é eterno, todos sabem disso mas quem está pronto pra dizer adeus?
Meu querido amigo felino, de grandes olhos verdes e pelagem negra.
Eu daria mais um sopro de vida pra ele, para o meu egoísmo em te-lo por perto mais um pouquinho... Levaria onde fosse necessário para que o curassem. Mas não funciona desse jeito. Quando senti seu corpinho fraco em meus braços, meus olhos não queriam acreditar que isso estava realmente acontecendo.
Seu último olhar era tão verde, pedindo pra ir embora da clínica veterinária...
A pior notícia chegou por telefone...Minha mãe disse, sem rodeios: - O Mimi morreu de madrugada...
Eu não acreditava, mas sentia sua perda...
Aquele dia morria um pouquinho de mim, meu coração doía demais.
Semanas após a sua partida, estava deitada em minha cama. Eu não estava doente, mas tive um sensação de estar subfebril. Adormeci, e acordei com Mimi no meu colo...
Sonho?...Eu não sei, mas talvez ele tenha voltado pra se despedir.
Eu não consegui assimilar na hora o sonho, ele, e sua partida. Só depois que acordei e a febre passou...
Apenas disse adeus bem baixinho...
Adeus meu pequeno grande amigo, jamais te esquecerei.
Lembrarei com alegria das suas travessuras.
Do esconde-esconde na hora das refeições.
Dos dias frios quando pedia colo.
E principalmente, jamais esquecerei da sua carinha preocupada, no pé da minha cama quando eu ficava doente.
Mioauou!
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Perdoar ou ser perdoado...
Alguns anos atrás, eu tive muita decepção com uma pessoa que eu julgava ser meu amigo.
Bom a história, é aquela mesma que todos contam, um dia amigos inseparáveis, no outro inimigos mortais...nem tanto mas pra mim hoje ele não existe em minha vida.
Traição seja ela qual for ou com quem já não é agradável. Mas vindo de alguém em quem você confiava e tinha carinho e respeito ...
É uma facada dada bem no coração, que te faz sangrar cada vez que se ouve o nome e recorda o que aconteceu.
Ele foi um amigo querido, a quem eu confiava meus segredos, com quem eu podia contar a qualquer hora. Quase um irmão que eu não tive...
A verdade é que nunca conhecemos realmente as pessoas que nos rodeiam, poque somos tomados por uma névoa que nos cega. Gostamos mas não enxergamos seus defeitos.
Não foram dias, meses...passaram se 3 anos até que me desligasse do que havia ocorrido. Da perda daquela pessoa que eu julgava ser meu melhor amigo.
Ele não levou em consideração nossa amizade de 7 anos.
Traiu minha confiança, e nunca veio me pedir desculpas...
Tive desgaste emocional, gastrite, e tristeza em meu coração porque não queria acreditar nisso tudo. Tive períodos de muita raiva por ele. Rogava praga pra ele. E não me conformava...
Aprendi a me desligar dele, de tudo, quase tudo. Só restaram algumas boas lembranças de quando trabalhavamos juntos em parceria no hospital.
Depois de muito tempo, de muitas reflexões eu vi que ele já não fazia parte de minha vida. Se foi
com toda a raiva que sentia por ele. Perdoei a mim mesma por ter ficado tanto tempo remoendo um passado que já não me interessa mais.
Hoje minha consciência está em paz, pois o que eu poderia ter feito na época para saber o que estava acontecendo, eu fiz, eu dei chances...
Perdoar ou ser perdoado...
O mais difícil foi me perdoar por trazer tantos pensamentos negativos pra mim remoendo e remoendo o passado, e perdendo tempo precioso por quem não merece.
Procurar perdão também não é fácil. E dar perdão da boca pra fora é muito injusto e egoísta.
Perdoai aqueles que erram muito...
Eu perdoei do fundo do meu coração mas a amizade e confiança se perderam pra sempre...
Bom a história, é aquela mesma que todos contam, um dia amigos inseparáveis, no outro inimigos mortais...nem tanto mas pra mim hoje ele não existe em minha vida.
Traição seja ela qual for ou com quem já não é agradável. Mas vindo de alguém em quem você confiava e tinha carinho e respeito ...
É uma facada dada bem no coração, que te faz sangrar cada vez que se ouve o nome e recorda o que aconteceu.
Ele foi um amigo querido, a quem eu confiava meus segredos, com quem eu podia contar a qualquer hora. Quase um irmão que eu não tive...
A verdade é que nunca conhecemos realmente as pessoas que nos rodeiam, poque somos tomados por uma névoa que nos cega. Gostamos mas não enxergamos seus defeitos.
Não foram dias, meses...passaram se 3 anos até que me desligasse do que havia ocorrido. Da perda daquela pessoa que eu julgava ser meu melhor amigo.
Ele não levou em consideração nossa amizade de 7 anos.
Traiu minha confiança, e nunca veio me pedir desculpas...
Tive desgaste emocional, gastrite, e tristeza em meu coração porque não queria acreditar nisso tudo. Tive períodos de muita raiva por ele. Rogava praga pra ele. E não me conformava...
Aprendi a me desligar dele, de tudo, quase tudo. Só restaram algumas boas lembranças de quando trabalhavamos juntos em parceria no hospital.
Depois de muito tempo, de muitas reflexões eu vi que ele já não fazia parte de minha vida. Se foi
com toda a raiva que sentia por ele. Perdoei a mim mesma por ter ficado tanto tempo remoendo um passado que já não me interessa mais.
Hoje minha consciência está em paz, pois o que eu poderia ter feito na época para saber o que estava acontecendo, eu fiz, eu dei chances...
Perdoar ou ser perdoado...
O mais difícil foi me perdoar por trazer tantos pensamentos negativos pra mim remoendo e remoendo o passado, e perdendo tempo precioso por quem não merece.
Procurar perdão também não é fácil. E dar perdão da boca pra fora é muito injusto e egoísta.
Perdoai aqueles que erram muito...
Eu perdoei do fundo do meu coração mas a amizade e confiança se perderam pra sempre...
domingo, 23 de novembro de 2008
Um presente especial...

Autor desconhecido da foto
Quando se é criança, muitas coisas passam por nós, mas pouco damos importância a elas...
Lembro- me ainda hoje como se tivesse acontecido ontem. Há muito tempo, em outra cidade, onde morava com minha família, eu tinha uns 10 anos de idade. Num domingo a tarde, a caminho do cinema para assistir "Karate kid 2", sofremos acidente de carro. Bom essa não é a história que quero contar... Deixa pra uma próxima vez.
Dias após ao acidente, eu fiquei em casa de molho, em recuperação. Minha perna estava com tala gessada. E eu tinha alguns ferimentos pelo corpo.
Um garoto que morava na mesma quadra que a minha veio me visitar. Não posso me queixar da minha infância, eu brinquei muito na rua, conhecia as crianças do bairro, e da escola. Adorava andar de bicicleta!
Bom, voltando a história... Ele chegou até mim, perguntou como estava, e trouxe um presente.
Eu me lembro que achei muito legal o presente que ele tinha me dado mas não havia percebido seu real valor.
Era um estilingue que ele mesmo tinha feito. Minha mãe lembra até hoje desse episódio. O tal artefato tinnha tantas marcas de faca, produzidas por mãos de uma criança.
Este estilingue eu não o tenho mais... Se perdeu durante a mudança desta cidade para a minha atual.
Foi realmente um presente especial porque aquele menino fez o estilingue com todo o amor e carinho, manufaturado por suas pequenas mãos. Um presente de valor especial que guardo no meu coração.
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