segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Voltando pra casa...

Ao mesmo tempo em que estive a ponto de explodir de raiva, tristeza, e outro turbilhão de sentimentos que se passavam no meu coração e os olhos praticamente cegos...Eu disse que não queria briga...O tempo de certa forma nos obriga a crescer...e ainda bem que não brigamos...

É melhor nessas horas o afastamento, silêncio, o tempo para pensar e repensar. E saudade quando chega é um bom sinal...de retorno!

Como seria mil vezes menos complicado se nós mandássemos em nossos corações, e principalmente por quem ele deve cair...Seria previsível, seguro mas sem histórias para se contar, sem ar de suspiros, emoção ou pulsação... Enfim, seria muito água com açúcar...daria muita dor de barriga ...rs!

A taquicardia... tive algumas vezes, mas do coração saltar mesmo foram poucas vezes...

Hoje, fica bem guardado... Ele quer saltar, mas eu  o seguro e acalmo. Tem hora certa para saltar, do contrário depois do voo vem o tombo certeiro e dolorido...

Estar em graça eleva o pensamento, os olhos brilham, o coração não se aperta mais, as mãos suam...
Não importa onde esteja, é como se voltasse para casa...

Já fugi muitas vezes do tombo, mas deixei com isso passar ou até mesmo escapar por entre meus dedos uma bela história...Dói de vez em quando, mas nada que o tempo não cure e cicatrize...

O que importante é encontrar o caminho para casa.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Xeque-mate real...

Sono incontrolável quando não queremos ver absolutamente nada a nossa frente... Hoje foi assim, um cansaço e esgotamento do corpo que não descansou, nem a cabeça parou de girar para encontrar soluções... a madruga passou num instante...
E o dia amanheceu, o corpo ficou na cama.

A impressão que tenho neste exato momento é que algumas mudanças serão inevitáveis. E isso me assusta, espero estar preparada quando começarem de verdade...

Meu amigo R.B. falava brincando que eu era indecisa, sou mas não por incompetência de não saber o que fazer, na verdade são muitas áreas que eu gostaria de seguir mas, pelo que senti há dois dias, não é bem assim. 

Em parte, mesmo chateada com a situação da conversa, eu não chorei mas o puxão de orelha doeu muito no coração porque eu sabia que a qualquer momento eu teria que fazer minhas escolhas profissionais fotografia ou audiovisual...Alguém me pressionaria a escolher ou eu estaria chegando na bifurcação dessa estrada, aconteceu a primeira e agora eu me encontro na tal bifurcação...

Me senti incompetente pra tal, e continuar o que estava fazendo...Parecia que estava matando um querido amigo do meu coração...se eu realmente abandonasse a fotografia...

Tantas imagens já se passaram pela minha cabeça ...momentos...alegrias e tristezas...e saudades de alguém que estava muito próximo. Um amigo de nova data, de pouco tempo, mas que está presente em minha vida agora. Porém,  a distância se faz necessária, o tempo se faz necessário, e evitar a palavra dita...

Estou na frente da bifurcação ... Não tenho mais respostas por enquanto, e não sei o acontecerá mas sei o que tem que ser feito para continuar ...


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

...

Poucas vezes eu me vi assim...

Não tenho palavras, eu só quero silêncio ...

Não quero ouvir...

Não quero sentir...

Não quero falar...

Não quero pensar...

Não desejo...

Basta, pois meu corpo padece com minha tristeza, já não mais suporta o peso...

Ouço minha voz, continuo de olhos fechados, enquanto rezo...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Não precisa de palavras...

Estive por lá mas para tirar fotos e ensinar minha irmã a fotografar...Não poderia faltar um vaso de flor para relembrar o quanto ainda te guardo no coração.

Não tenho dúvidas, você estava lá também, mesmo que em pensamento, sem palavras, mas exalava perfume de jasmim, espero que seja um bom sinal, aonde quer que esteja!

Muita luz em seu caminho querido amigo R. B.!

Caixinha de música

Estava tomando de café no sofá perto da tv e meu pai perguntou novamente se iria jogar a velha caixinha de música fora...

De repente fique inerte e, tantos momentos se passaram pela minha cabeça.
Quem havia me presenteado. Ganhei no meu último dia de trabalho num hospital onde trabalhei, do pessoal com quem trabalhei, o presente não tem adornos, nada de tão valioso, apenas uma caixa de três gavetas de plástico. Mas, é uma lembrança de uma época maravilhosa ao lado de pessoas com quem aprendi muito, diziam que era um presente de boa sorte para a minha nova jornada.

Me senti tão mal ao ouvir aquelas palavras que saí correndo e trouxe de volta a caixa de música.

No caminho ao trabalho, dentro do carro e dirigindo pensativa, eu não me reconhecia, e não me reconheço em muitos momentos. Depois de tanto cair, e na maioria das vezes sozinha, também criei minha barreiras, e me protegia com uma couraça ao longo dos anos, nunca havia percebido antes de ontem...

A menininha frágil aprendeu a ser forte e lutadora, mas matou um pouco da docilidade de outrora. Eu aprendi a sobreviver no meio de pessoas que pouco eram confiáveis, quase comparável a um campo de batalha, sempre me levantado a cada tombo. Perambulando entre dois mundo completamente diferentes, uma hora era a rocha, na outra a pequena menina novamente...

Mundo confuso, sou a menina, a rocha, a mulher, a sonhadora, um pouco de tudo e nenhuma delas...

Fé...

O que não está em minhas mãos para que eu possa resolver ou encontrar tais respostas, eu entrego nas mãos do cara lá de cima...

Apenas rezo, pois eu cansei, quase jogando a toalha...

Um dia, distante

Abdicações, renúncia, declinar, aguardar...

Que palavras são essas afinal...? Tão distantes se apenas lidas, mas carregadas de um peso se houver um sentido maior...

A pergunta é sempre qual o meu papel no meio disso tudo? Qual o meu lugar, o que estou fazendo aqui, por que e pra quem?

Tudo perde sentido quando não nos sentimos fazendo parte de um lugar ou a um alguém. Amar nunca foi fácil, e abdicar de certos espaços, ou mesmo não ter o mínimo necessário traz tanta infelicidade.

Viver com migalhas, à sombra, segundo plano, não deveria acontecer com ninguém... Aceitar um amor pela metade, metade de uma vida, metade de algo que não se sabe o que isso significa.

Quando o amor chegar que ele seja repleto, inteiro e transborde tudo e qualquer taça!

Só rezando...Ai meu coração que dói novamente...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Prisão invisível

As mudanças são inevitáveis em nossas vidas para o nosso próprio bem e crescimento pessoal, profissional e espiritual...

O conforto e segurança conquistados numa outrora, agora se perdem num prazo desconhecido mas que a qualquer hora tomará seu rumo quando tais mudanças chegarem sem aviso prévio. Sentir-se em segurança é mais que um lugar quente longe do frio...é uma casa onde pode-se rir dando gargalhadas porque ninguém vai deduzir que você seja louco ou chorar sem medo ou vergonha pois fazem parte da sua vida muito mais que amigos e sim uma grande família.

Por mais que seja árduo um trabalho seja qual ele for...enquanto houver alguém a seu lado dando apoio com uma palavra ou mesmo um abraço nas horas certas, nenhuma labuta seja ela qual for será pesado demais...

...

Vazio inesperado que surge como uma lembrança vaga ...

Toma formas assombrosas do passado...De repente o coração sente um aperto inexplicável...

E o sorriso vai embora ...

A luz perde brilho...

Sentada num banco no canto da sala me senti como um pequeno pássaro aprisionado numa gaiola azul...

domingo, 8 de janeiro de 2012

Faxina no quarto...

Todo ano, no início ou no finalzinho, eu procuro esvaziar o meu armário...tanta roupa, calçados, e outros que ficaram sem utilidade ou de pouco uso...

Mas, algumas peças são difíceis de descartá-las simplesmente...fiquei olhando para as portas abertas do armário   e comecei a olhar as roupas que eu não usava ou deixei de vesti-las, mas, por algum motivo eu não tinha me desfeito delas...

Lembrei que ainda tinha dois vestidos de algodão e estampa ambos floridos...Mais de dez anos sem usá-los, parei e fiquei pensando comigo mesma..."Por que não passei pra frente, eu nem uso eles?... Daí veio a resposta."

O apego a uma lembrança... Eu gostava de usar tais vestidos porque foi uma época tão feliz da minha vida, namorava, estava leve e irradiava alegria.
 Recordava me os dias em que me sentia tão protegida, amada, e segura...e sempre os mantive por perto mesmo não sentindo a vestimenta sobre a minha pele...

O mesmo acontece com lembranças de outrora que ficam armazenadas na memória e de tempo em tempo elas sempre retornam alegrando e machucando o coração...
O bendito apego a coisas que não mais nos pertence e nos deixam loucos e desvairados...Não quero isso pra mim...dói demais...e a alma fica inquieta e o corpo fica subordinado a uma mente insana...

Amar não é fácil...

Guardar velhos sentimentos no coração é uma forma de nunca esquecermos daqueles que marcaram nossas vidas...

Permitir que outros cheguem perto, e se permitir amar é mágico, como se um velho jardim ganhasse vida novamente...

....

Tirei muita roupa do armário, até mesmo aqueles velhos vestidos...roupas velhas, muitas lembranças, e o jardim ganha uma nova paisagem!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Primeira página do livro de 2012

Fechei o ciclo de 2011, um ano marcante...

De muitas conquistas pessoais e profissionais, e perdas...
 O ciclo se fecha mais uma vez, uma pontada triste no peito, mas, feliz por minhas conquistas e superação quanto a minha timidez e medo de palco.
Quanto ao meu próprio crescimento como pessoa e profissionalmente. Não é fácil trabalhar em equipe, o jogo de poder de influência e competição perde o sentido quando existe algo maior em xeque.

Muitas de minhas prioridades mudaram desde certos acontecimentos durante este ano...

Continuo estudando, trabalhando, estudando...e novos projetos que espero colocá-los em prática o mais breve possível...

Produção Audiovisual, fotografia, voluntariado e parcerias para trabalhos em conjunto!

Feliz Ano Novo de 2012!