segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Caixinha de música

Estava tomando de café no sofá perto da tv e meu pai perguntou novamente se iria jogar a velha caixinha de música fora...

De repente fique inerte e, tantos momentos se passaram pela minha cabeça.
Quem havia me presenteado. Ganhei no meu último dia de trabalho num hospital onde trabalhei, do pessoal com quem trabalhei, o presente não tem adornos, nada de tão valioso, apenas uma caixa de três gavetas de plástico. Mas, é uma lembrança de uma época maravilhosa ao lado de pessoas com quem aprendi muito, diziam que era um presente de boa sorte para a minha nova jornada.

Me senti tão mal ao ouvir aquelas palavras que saí correndo e trouxe de volta a caixa de música.

No caminho ao trabalho, dentro do carro e dirigindo pensativa, eu não me reconhecia, e não me reconheço em muitos momentos. Depois de tanto cair, e na maioria das vezes sozinha, também criei minha barreiras, e me protegia com uma couraça ao longo dos anos, nunca havia percebido antes de ontem...

A menininha frágil aprendeu a ser forte e lutadora, mas matou um pouco da docilidade de outrora. Eu aprendi a sobreviver no meio de pessoas que pouco eram confiáveis, quase comparável a um campo de batalha, sempre me levantado a cada tombo. Perambulando entre dois mundo completamente diferentes, uma hora era a rocha, na outra a pequena menina novamente...

Mundo confuso, sou a menina, a rocha, a mulher, a sonhadora, um pouco de tudo e nenhuma delas...

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