IMAGEM DE:
http://blogdamariazinha.wordpress.com/2010/03/24/o-inferno-astral-de-hartung-continua/
Nunca estive no inferno propriamente dito... Mas já vi a porta desse labirinto se abrindo...
Depois de 15 anos trabalhando em hospitais, vendo acidentados, gente doente, violência física, e pessoas morrendo...Parece que tudo isso não tem fim, e impossível não se sensibilizar a tudo isso acontecendo a toda hora, todos os dias. No começo é fácil pois se torna novidade um tanto mórbida, ver sangue, pedaço daqui e dali, cortes. Porém ao passo que você começa a enxergar as pessoas como elas realmente são e não como simples objetos de estudo, tudo muda. Você consegue suportar a dor do sofrimento alheio até certo ponto, longe de você ou da sua família.
O mesmo motivo que tornou me a pessoa forte que sou hoje, agora me enfraquece...
Trabalhar hoje no hospital não é a mesma coisa que há tempos atrás, e cada dia fica mais difícil ver tanto sofrimento no olhar de crianças, embora eu não seja mãe. Toda vez que vejo médicos meneando a cabeça é um péssimo sinal...Não temos dons divinos, pudera ter alguns pelo menos.
Em contrapartida enquanto uns pouca força tem para gritar e tão pouco reagir a dor. Pós adolescentes apenas sabem reclamar de droga de faculdade, porra de trabalho, engordei e não estou entrando na calça...Merda disso, merda daquilo...Puramente irritante e contagioso a mania de reclamar por estar vivo!
Inferno é quando não temos poder algum para acabar com a dor constante de outra pessoa...
É ficar acordada pensando, tentando achar respostas e soluções e não encontrá-las...
É sentir dor da perda e não poder demonstrar para ninguém...
É ser forte quando você não consegue mais e outras pessoas dependem de você...
É ouvir do médico que sua mãe está morrendo e não poder fazer mais nada...
É ver todo o tumulto no quarto, correria, gritos, ver sua mãe ser entubada e levada para a UTI do hospital...
Não conheço o inferno, mas já vi essa porta se abrindo.
Um dia, uma pequena história! O amanhã que já foi hoje que guardo como ontem, em algum lugar chamado memórias...
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Cenas se repetindo...
Talvez eu tenha fechado uma porta, mas quando vi um dejavu de cenas não tão agradáveis a minha frente...
Já senti raiva antes mesmo de ter acontecido algo ou parecido com o passado do qual não gosto de me recordar...
Não sei se me precipitei mas a sensação de dor no peito chegando novamente me deixou irritada e angustiada ...
Odiei sem ter motivos para odiar, o coração doeu antes mesmo da pontada, as lágrimas não vieram mas senti o gosto amargo na boca, toda dor no corpo me deixando imóvel... novamente.
Loucura pensar desse modo...Antecipar aos fatos e acontecimentos?!?
Ou será minha intuição me avisando para esquecer e deixar de lado...?
Neurose...
Pirei ou meus instintos estão funcionando muito bem, mas no fundo não queria que funcionassem tão bem assim, gostaria de estar redondamente enganada.
Melhor ficar quieta e observar o que virá.
Mas nessa reprise eu não caio novamente.
Já senti raiva antes mesmo de ter acontecido algo ou parecido com o passado do qual não gosto de me recordar...
Não sei se me precipitei mas a sensação de dor no peito chegando novamente me deixou irritada e angustiada ...
Odiei sem ter motivos para odiar, o coração doeu antes mesmo da pontada, as lágrimas não vieram mas senti o gosto amargo na boca, toda dor no corpo me deixando imóvel... novamente.
Loucura pensar desse modo...Antecipar aos fatos e acontecimentos?!?
Ou será minha intuição me avisando para esquecer e deixar de lado...?
Neurose...
Pirei ou meus instintos estão funcionando muito bem, mas no fundo não queria que funcionassem tão bem assim, gostaria de estar redondamente enganada.
Melhor ficar quieta e observar o que virá.
Mas nessa reprise eu não caio novamente.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Novas perspectivas no olhar e pensar...
Já me perguntaram certa vez se eu dava aulas de fotografia, respondi que naquele momento não, pois não me sentia preparada para tal tarefa...Ensinar a fotografar?!?...Eu???
Hoje eu ainda penso que não é isso que desejo fazer, por enquanto...
E por que não ensinar outra pessoa a fotografar?
Mostrar a magia da fotografia, sua história, todo processo de pensamento e criatividade etc...Já que no dia a dia no hospital eu treino os novatos onde eu costumo desempenhar meu trabalho diário, rotineiro e quase de olhos fechados mas antenada e ouvidos atentos. Domino o que eu sei naquele labirinto azul.
Meu aprofundamento na fotografia não chegou nesse estágio como no hospital. Um dia chegará e quem sabe eu mude de idéia quanto a passar as técnicas de como fotografar para outra pessoa.
Pois fotografar não quer dizer que apenas com um clique a imagem surgirá como num passe de mágica ou ilusão de óptica no monitor da camera ou no negativo.
Mais uma vez outra conversa com um amigo fotógrafo...
Também concordo plenamente que uma foto é única pois por mais pessoas que possam estar numa sala ou lugar que seja, nenhuma foto será igual a outra. Cada um vem de um berço diferente, com experiências diferentes... Tudo o que eu sou transporto para a fotografia, cada alegria ou tristeza, filmes que vi, livros que li, amores que tive, lugares que visitei .
Tudo isso e um pouco mais influencia o resultado final de um trabalho de fotografia...
Técnica é necessária para elevar a qualidade do trabalho mas não adianta se não treinar o olhar e aquele algo a mais na foto...a própria essencia do fotógrafo.
Minha primeira foto não é igual da última que tirei ontem a noite...Não sou a mesma de tempos atrás quando entrei no primeiro curso de fotografia...
Meu olhar mudou muito e continua ganhando outras perspectivas nunca sonhadas até então...
Hoje eu ainda penso que não é isso que desejo fazer, por enquanto...
E por que não ensinar outra pessoa a fotografar?
Mostrar a magia da fotografia, sua história, todo processo de pensamento e criatividade etc...Já que no dia a dia no hospital eu treino os novatos onde eu costumo desempenhar meu trabalho diário, rotineiro e quase de olhos fechados mas antenada e ouvidos atentos. Domino o que eu sei naquele labirinto azul.
Meu aprofundamento na fotografia não chegou nesse estágio como no hospital. Um dia chegará e quem sabe eu mude de idéia quanto a passar as técnicas de como fotografar para outra pessoa.
Pois fotografar não quer dizer que apenas com um clique a imagem surgirá como num passe de mágica ou ilusão de óptica no monitor da camera ou no negativo.
Mais uma vez outra conversa com um amigo fotógrafo...
Também concordo plenamente que uma foto é única pois por mais pessoas que possam estar numa sala ou lugar que seja, nenhuma foto será igual a outra. Cada um vem de um berço diferente, com experiências diferentes... Tudo o que eu sou transporto para a fotografia, cada alegria ou tristeza, filmes que vi, livros que li, amores que tive, lugares que visitei .
Tudo isso e um pouco mais influencia o resultado final de um trabalho de fotografia...
Técnica é necessária para elevar a qualidade do trabalho mas não adianta se não treinar o olhar e aquele algo a mais na foto...a própria essencia do fotógrafo.
Minha primeira foto não é igual da última que tirei ontem a noite...Não sou a mesma de tempos atrás quando entrei no primeiro curso de fotografia...
Meu olhar mudou muito e continua ganhando outras perspectivas nunca sonhadas até então...
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Debaixo da minha sombra...
Estou muito longe de ser uma pessoa realmente perfeita...
Erro muito às vezes por tentar equilibrar meu mundo mas tem horas em que isso fica impossível, leso um indivíduo para não deixar o restante do grupo na mão... Vejo a história dos meninos no trilho do trem, e ainda vai ter muitas ocasiões onde vou ter que pesar a balança e optar por um lado... E, qual deles eu vou escolher?...Eu não sei também, é impossível fazer uma regra para tudo, num mundo onde já não exista mais regras aparentemente.
Triste por um lado por perder uma amizade, mas depois que acaba a confiança não sobra mais nada...
Cansada... meu corpo pede pausa mas não posso parar, não agora!
O ano vai ser puxado, mas felizmente fico feliz hoje de ir trabalhan no hospital, porque por mais que seja árduo o trabalho braçal de todo santo dia, tem sempre alguém que vai estar lá para me escutar quando eu estou aborrecida...
Minha segunda família ...Re Arruda, Re Maura, Helenice, Tania, Rosaura, Grace, Cristina, Rosemar, Adriane, Andrea C, Wilma, Jaque, Sonia, Paula, Helena...
Erro muito às vezes por tentar equilibrar meu mundo mas tem horas em que isso fica impossível, leso um indivíduo para não deixar o restante do grupo na mão... Vejo a história dos meninos no trilho do trem, e ainda vai ter muitas ocasiões onde vou ter que pesar a balança e optar por um lado... E, qual deles eu vou escolher?...Eu não sei também, é impossível fazer uma regra para tudo, num mundo onde já não exista mais regras aparentemente.
Triste por um lado por perder uma amizade, mas depois que acaba a confiança não sobra mais nada...
Cansada... meu corpo pede pausa mas não posso parar, não agora!
O ano vai ser puxado, mas felizmente fico feliz hoje de ir trabalhan no hospital, porque por mais que seja árduo o trabalho braçal de todo santo dia, tem sempre alguém que vai estar lá para me escutar quando eu estou aborrecida...
Minha segunda família ...Re Arruda, Re Maura, Helenice, Tania, Rosaura, Grace, Cristina, Rosemar, Adriane, Andrea C, Wilma, Jaque, Sonia, Paula, Helena...
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
A preço de bananas...
Mais uma vez eu repito e não abro mão :
Não faço fotografias a preço de bananas...
Dureza de mercado onde o cliente só prioriza o preço e o fotógrafo não valoriza o seu trabalho!!!
Não faço fotografias a preço de bananas...
Dureza de mercado onde o cliente só prioriza o preço e o fotógrafo não valoriza o seu trabalho!!!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Fora do lugar...
Imagem de:
http://euelaocoeoaffairredivivo.blogspot.com/2010_06_01_archive.html
Muitas vezes me pergunto se ao ser muito sentimental com tudo não seja uma meira banalidade humana...
Porém ser racionalmente frio e calculista não resolve a maioria dos problemas causados por nós mesmo, reles humanos.
Costumava a achar que nunca deveríamos misturar o trabalho com amizades porque isso não seria certo e tão pouco justo...em parte cada um deve saber separar esses diferentes lados...
Mas, nem todas as decisões tomadas racionalmentes estarão certas, já que nunca enxergamos o problema como um todo, todas as suas vertentes e verdades...Por mais que se pense em tomar a decisão certa ela nunca estará 100% absolutamente correta e justa para todos.
Parece um jargão falar nisso já que se trata de um trecho de um filme..." O que difere nós humanos das máquinas?...Senão nos importamos com outras pessoas...o que nos torna diferente das máquinas afinal?"...
Por mais sacrificante e insalubre assumir certos trabalhos pior seria deixar que outros sofressem sem necessidade por uma tomada de decisão mal pensada e pesadas para ambos os lados.
Mil vezes é preferível carregar o peso da cruz nas costas a condenar outro a este posto. E ter a consciência pesada...
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