domingo, 10 de agosto de 2014

Pai...

Como a gente brigava quando eu era adolescente...

Sempre retrucando, e você mandando e eu não obedecia, achava me tão diferente de você...

Na infância, lembro que foi uma presença marcante, todo momento estava ali, a maioria das vezes mais sério que sorrindo. Tantas recordações de criança, dos passeios de bicicleta aos domingos, soltar balão (quando podia...), aniversário com bolo e refrigerante...

Você sempre esteve por perto, a sua maneira, um pouco mais sério e austero muitas vezes, e eu não entendia porque tantas restrições na minha adolescência . Ouvia-se mais "não" do que "sim"...
Eu, muitas vezes, não obedecia e fazia tudo ao contrário...

Entramos em choque muitas vezes porque tínhamos opiniões divergentes sobre muita coisa...

E, eu que não percebia o quanto era tão mais você do que poderia imaginar...
Ainda bem...

Pois toda as estrutura para aguentar os baques da vida, responsabilidade, perseverança e raça vem de você!

Não me criou numa redoma, disso eu sei...
Me preparou para enfrentar a vida com pés no chão e ser responsável por meus atos.

A doçura, a sonhadora e coração mole vem da genética da minha mãe...

Ora sou mais doce, ora mais raçuda... É o equilíbrio dos meus genes...

Hoje, não brigamos como antigamente, não mais...

Entendo os motivos de tantos "não"... Não é fácil ser pai ou mãe! E a vida não é mansa pra ninguém.

Tenho orgulho de ser sua filha... Um tanto briguenta com gênio forte mas de bom coração!
Podem puxar o tapete mas, sempre vou me levantar porque tenho um bom mestre e pai...

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