quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Praia ... parte 2









Talvez eu seja de alguma forma, uma espécie noturna.
Mil vezes, eu prefiro dirigir a noite e de madrugada. Por incrível que pareça os meus reflexos são mais atentos a noite e de madrugada, agora pegar no volante, logo depois de manhã após acordar...



Lembro de uma vez, que estávamos indo pro Rio de Janeiro, a saída foi logo de manhãzinha. O combinado era eu levar o carro até a metade do caminho e depois minha irmãzinha assumiria.
Eu não cheguei nem perto da metade da minha metade...
O sono era tanto que eu não acelerava o carro, toda vez que começava a piscar os olhos eu desacelerava, ridículo...
E minha irmã: - Eu estranhei mesmo, você desacelerando toda hora...
Depois disso ela assumiu a direção e eu apaguei, dormi, acordei quando chegamos no Rio...

...
Voltando a praia...

Viagem noturna, trânsito livre, brisa leve e fresca. Eu não desejaria nada mais que isso. O paraíso para quem dirige...
O carro estava lotado, desde os passageiros à bagagens que pareciam não caber, mas graças ao quebra-cabeças e encaixa daqui e dali, minha irmãzinha e meu cunhado resolveram o problema.

Durante a viagem, de repente, escutei, vindo da minha irmãzinha:- Ai, p....droga! A hora que virei pra ver era a lata de refrigerante, abriu e foi jato pra todos os lados nela, no meu cunhado, na outra irmã, no carro, no cachorro ... Só eu e a sobrinha escapamos do banho doce....


Havia me esquecido de como é belo o céu estrelado na praia... Parece uma pintura, as estrelas tão radiantes e o fundo da tela tão breu... Um show a parte, sem dúvidas. O primeiro olhar da minha pequena sobrinha para a tal tela era de uma admiração e encanto. De ficar boquiaberta enquanto apontava com o dedinho.

Enfim, os pés na areia molhada e o sol ali mesmo, e muito calor. Era tudo o que eu queria. Estar ali e nenhum outro lugar....

Na água salgada, observei uma agitação, mas não por terra ou água. O barulho ensurdecedor vinha de cima, dos céus. O helicóptero sobreava acima de nossas cabeças de um lado para outro, não sei exatamente o que procuravam, mas juro tive a impressão de um certo momento terem justamente parado a poucos metros de mim. Eu não estava me afogando, apontei a água na minha cintura pra eles, não sou procurada pela polícia, tão pouco sou uma pessoa pública ou famosa. Mas que a situação fora estranha, isso foi...

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