
Deve ter sido logo após o almoço de final de semana, eu sumi do mapa...
Eu devia ter uns 5 anos, falava pelos cotovelos, cheia de energia e apimentada, definitivamente uma criança muito feliz.
Conhecia a maioria das crianças do prédio onde morávamos, a Renatinha e eu subíamos e descíamos escadas, apertando campainha a procura de crianças pra brincar no pátio.
É tão nostálgico lembrar dessa época!
O balanço onde brincava e voava, ia as alturas sem medo. Da corda que subia até o teto do galpão igual a uma macaquinho travesso. Ou quando apanhava mangas quando subia na torre de metal e quase pulava no pé de mangueira do vizinho. Eu era uma moleca da cabeça aos pés...
Bom, naquela tarde, após perceberem a falta da minha presença todos ficaram um bom tempo a minha procura, olha daqui e dali e nada. No pátio...nada. No parquinho, também ninguém. Na portaria ninguém me viu.
Bateram de porta em porta perguntando se alguém havia visto a garotinha de olhos puxados do apartamento do segundo andar.
Ninguém a viu...ninguém
Já não sabiam mais onde procurar...
De repente algo se mexeu atrás da cortina da sala e alguém notou o movimento peculiar do tecido...
Adivinha quem ou que era?
Eu... dormindo, atrás da cortina, toda encolhida, absorta em meus sonhos e despreocupada com o resto do mundo lá fora.
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