Lembrei me disso a pouco tempo revendo fotos de colegas do colegial. Eu queria ser descolada, mas eu dava muito ouvidos a pessoas que não sei se importavam tanto assim comigo.
E adolescente é tão bobo e previsível...
Entre tantas fotos lá estava ele, mas diferente, pudera mais de 10 anos já se passaram. Quem não envelheceria?
Tão tímida, eu nem soltava um "A" ou um simples - Oi, como vai você?...
Eu o bservava sempre de longe, quase como uma espiã. Na hora da aula de educação física, ele ficava a margem, sentado, de vez em quando participava das aulas.
Faltou me coragem...
Ele não era o tipo físico atlético, mas seus olhos azuis hipinotizavam os meus castanhos amendoados, era surpreendente.
Embora usássemos a mesma linha de ônibus, foram rara as vezes que eu consegui soltar um -Oi ...meio tremido.
Do lado de lá eu tambem percebia que ele me olhva de vez em quando... Será que acontecia tudo igual?... Acho que nunca vou descobrir...
A única vez que ele ficou muito tempo me olhando do portão da escola. Eu não fui fácil, tão pouco direcionei qualquer palavra para ele. Como era tão tola e fácil de ser manipulada!
Disseram me as más linguas que ele era muito delicado, que talvez fosse...
E eu acreditei... Pura mentira, suposições...
Eu já estava trabalhando e a útima vez que eu o vi foi descendo do ônibus para pegar outro...
Hoje, eu sei que tenho e posso confiar em meus instintos...
Em outras situações sejam elas quais forem. E dizer tudo o que tenho a dizer...
Já não tenho medo do fracasso, do talvez, ou simplesmente do "Não"...
Posso dizer, que ao menos uma vez eu tentei...
....
Nunca o procurei, nossas vidas tomaram rumos diferentes. Aquele precioso segundo passou para mim como deve ter passado pra ele. O momento foi mágico mas deixei o escapar por entre meus dedos...
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