sábado, 3 de março de 2012

A história que precisa ser contada...


O trabalho acima é dedicado à Rodrigo Biojone e família
Parte do  equipamento utilizado para este job,  pertencia ao mestre e passou para a aprendiz...Foi uma honra ter sido sua aluna, mesmo que por um breve período.


Eu ia contar mais uma vez aquela fase triste...mas não é essa imagem que quero lembrar do Rodrigo... Não seria a  cara dele afinal de contas...

 Eu concordo com o Gustavo Carreiro, quanta responsabilidade temos em mãos, do mesmo jeito que ele falou um dia sobre a objetiva que ele comprara pós fato ocorrido...A alegria fora momentânea mas a medida que caímos na real...Não era desse modo que deveria ser, ter e acontecer, mas...
Hoje, carregamos conosco a responsabilidade de honrar a memória daquele que além de professor foi também um grande amigo, não era perfeito, mas era amigo!

Assim, também foi o dia que fui buscar os equipamentos de estúdio que pertenciam ao querido amigo. A alegria em rever o sr Francisco e conversar com ele foi imensa, rever o estúdio, conversar por horas...O carro saiu lotado de materiais de valor sentimental. Foi a hora que saí e cheguei perto do sinal, as lágrimas escorriam pelo rosto sem parar, o coração começou a ficar tão apertado, cheguei chorando em casa. Guardei cada equipamento tendo o cuidado em embrulhá-lo e deixá-lo no quarto. Quase todos os dias olhava o meu quarto cheio de lembranças e chorava ... aff!
Aprendemos a nos adaptar as novas condições de vida, e aprendi e estou aprendendo a lidar e conviver com  a sua ausência.

 Onde ele estiver que ele siga com sua nova missão com muita luz e paz no coração. Porque seus pupilos continuam na batalha aqui embaixo, sempre feliz Miguelim, queixo erguido, matando um leão por dia!

Ele foi um excelente professor, sempre presente, nunca demonstrou superioridade e sempre esteve aberto a novos olhares... Sempre dizia para tentar, pois poderia ser uma nova forma de linguagem, muito paciente, mas paciente mesmo...

Foi uma figura marcante, aquela cara brava que assustava não passava de um meninão alegre e divertido. Ele iria participar fotografando cenas de fotografia still da próxima aventura do curta de terror do meu grupo...não tivemos tempo para tal... E, quase ele mudou de área, pra Audiovisual...
Sinto falta das nossas conversas via msn, começava com faculdade, passava por fotografia e terminava em gargalhadas... bons tempos!
...

Por que nunca esquecemos certas pessoas?

Pra mim...porque enxergamos nosso reflexo através delas...afinidades, carinho, e respeito!

2 comentários:

Anônimo disse...

Lindo Juju!

Hoje fui num enterro de um bebê de 45 dias, triste demais, a vida ainda começava, mas existe uma razão certa deste bebê ter ficado apenas 45 dias aqui nesse espaço, a razão é dificil de entender, mas com certeza essa passagem super breve, não foi por acaso na vida dos pais, assim como a passagem de cada um tem seu tempo certo, mas o bacana de tudo isso, é a importância das pessoas como vc disse, o Biojone não era perfeito, mas foi perfeito pra vc, eu tenho uma certeza, pra quem ele passou por aqui pra ensinar, o ensino chegou, e acredito ser assim com todos nós, não conseguimos atingir a maioria, mas sim as pessoas necessárias.


Muito bacana seu texto, falando o que o Biojone deixou de bom pra vc!
bjs Juju

Mei

Juju Takamori disse...

Depois de certas perdas...eu quero viver plenamente, não sou perfeita, assim não exijo perfeição de ninguém... A vida é curta para julgarmos ou ficarmos com raiva o tempo todo...é melhor perdoar porque ninguém sabe o dia de amanhã. Queria tê-lo conhecido antes, e nossas vidas viviam se esbarrando e nunca se encontrando...mesmo colégio, ele saiu da Unicamp quando eu entrei, quase tive aula de fotografia com ele no senac...só fomos nos reencontrar 15 anos depois do colegial...Tudo tem seu momento, nem antes e nem depois...Ele foi meu amigo e professor, sempre será lembrando com muito carinho!