sábado, 17 de janeiro de 2009

Dejavu...

Pela segunda vez, quase fui ao chão se nao fosse por minha irmazinha...


Numa manhã, na escola, na quarta série. A classe toda encontrava-se em pares, ensaiando para as festas juninas...

Todas as crianças, muitas crianças enfileiradas na quadra de esportes da escola.

Não tocavam música, era somente um ensaio geral. O sinal da saída tocou, e aquelas crianças desesperadas transformaram-se num estouro de gado.

Eu estava no meio, não corri o suficiente, no tumulto, o empurra daqui e dali, perdi o equilibrio...
Fui direto para o chão...

Três meninas, bom...
Duas e meia subiam o morro, voltei pra casa, no meio delas, sendo arrastada.

Lá do alto, minha mãe, que me aguardava do alto da colina, cobriu a boca...
- O que aconteceu...?

Fomos direto pra farmácia, onde o balconista pegou os curativos e os separou.
E disse: - Esse olho vai ficar roxo... Posso fazer uma simpatia?
Minha mãe: - Sim, pode...

Fiquei parada como uma estátua, meu olho estava doendo mas não entendi porque ele se aproximara com aquela tesoura em cima do meu olho.

Minha irmãzinha devia ter uns 6 anos, de repente, arregalou os olhos e se agarrou a calça da nossa mãe e escondeu seu rosto...

Ele disse: -É uma simpatia da minha avó, é só colocar qualquer peça de metal na área que foi batida pra não ficar roxo...

Ufa!

...

Show do Capital Inicial, quinta a noite, um dos últimos shows dentro ginásio.

O lugar estava lotado, mas tudo bem, valia a pena estar ali pertinho do palco, da banda...

Começaram a tocar o repertório, todas elas, das mais conhecidas as mais antigas, baladas e as pesadas que fizeram tremer o chão.

Minhas irmãs, eu e alguns amigos da minha irmãzinha tentávamos permanecer todos juntos. Impossivel...

O pior estava por vir...

Quando começou a tocar "Veraneio vascaína". Não sei se foi pela música, o calor que fazia lá dentro, o ácool no sangue ou se todos estavam por demais alterados com a música alta e pesada.

Eu não conseguia ficar no mesmo lugar, muito menos manter meus pés no chão...
Alguém lá do outro lado empurrou todos, o efeito veio como dominó e lá estava eu bem no meio...

O impacto era inevitável, a onda se aproximava e já sentia meu corpo inclinando e quase caindo em direção ao chão.

Numa fraçao de segundos, estiquei meu braço e quase fui. Mas não, ela chegou a tempo!

Imaginei meu corpo debaixo de tantos sapatos...Pela segunda vez...


Salva pela super- irmãzinha!

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