Nesse fim de semana faleceu um amigo de meu pai que morava aqui perto. Acabei levando ele para o velório, pois ele não havia conseguido nenhuma carona.
Não gosto, na verdade odeio quando falam que tenho que ir para velórios e enterros.O ambiente tem tanta energia negativa e pesada que chega a me sufocar e dar cefaléia, sério...!
Mas, não podia deixar meu pai ficar andando pra cima e pra baixo de ônibus, ainda mais de sábado. Então saímos em direção ao cemitério das Acácias. Fora o perdido que demos, quase 4 voltas para achar o bendito cemitério, quase estávamos desistindo, porém chegamos ao local.
Ainda bem que meu espírito estava com baterias cheias de energia positiva. Ambiente silencioso, triste e só não era mais pesado porque ainda era dia. Cumprimentei a filha do falecido. Mas, a hora que eu ouvi as palavras daquela senhora sentada ao lado do caixão, meus olhos começaram a marejar, lágrimas querendo pular do meu rosto e uma pontada no coração...
Ela dizia:"- Perdi meu melhor amigo, meu companheiro, o amor da minha vida, o meu tudo..."
Cumprimentei aquela senhora, e depois saí da sala, respirei fundo, e o meu coração desapertou...
Depois eu fiquei sabendo que esse casal se conhecia desde a infância, dos doze anos aproximadamente. Pudera ela ter desabafado daquele jeito. É uma perda inconsolável...
Despedidas nunca são fáceis, nunca serão...Hoje faz frio e chove.
Um abraço apertado ia bem agora...aff.
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