segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O relógio



O dia amanheceu nublado, chuvoso e frio...

Abri meus olhos em direção ao relogio na parede. E segui os ponteiros dos segundos, e depois dos minutos...
Olhava o celular piscando, mas o colocava na espera pra tocar novamente.

Eu não estava doente, só queria ficar ali encolhida, enrolada na coberta, inerte...

Meus olhos se fechavam pra claridade da janela, o meu corpo pedia pausa, mas a cabeça não se desligava do relógio, de acontecimentos recentes...

As pálpebras abriam-se e fechavam-se involuntariamente a cada cinco minutos compassadamente e ritmicamente

Tem horas que eu queria parar o tempo...
Aquelas boas recordações, momentos que passam por nós rápido demais para dar o devido valor!

Tem horas que eu preferia avançar entre os segundos, minutos, horas, dias...
E evitar a dor, o sofrimento, uma tristeza que não vai embora, não consigo esquece-la...
Parece ferida com raízes profundas, invisível, mas dolorosa... Tem dia que doi mais, outros nem tanto... só o tempo pra cicatrizar, assim eu espero.

Mesmo não acompanhando os ponteiros, meus olhos fixam na direçao a parede...acompanhando o tic e tac...
Inferno que eu mesma escolhi...
Mais uma vez eu escolho que uma parte de mim morra para que eu sobreviva...

Me perdendo para me reencontrar e renascer das próprias cinzas com asas de fogo vermelho...


Fênix...



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