http://www.paroquiadoabcd.blog.br/igreja/coro/( Referencia desta imagem, dia 25/08/2010- as 00:18 min)
Hoje pela manhã, na minha segunda casa, onde trabalho de manhã, eu estava arrumando a parafernália eletrônica que havia na sala de cirurgia.
Arruma pedal daqui e dali, fios pelo chão, plugs nas tomadas da parede, liga o transformador principal, tira pó da superfície dos aparelhos eletrônicos. Estica lençol na mesa cirúrgica, conferência de material estéril e farmacêutico para a efetuação de procedimentos...
Descrever meu trabalho é algo entendiante, sem sombra de dúvidas, e mais um dia seria igual a qualquer outro...
Se não fosse por um simples mas importantíssimo detalhe que me marcou.
A Regininha não exitou, chamou pelo nome de todos que estavam dentro do centro cirúrgico.
-"Pessoal, venham pra cá, hoje é o aniversário da Alice!"
A princípio eu não entendi o que ela estava aprontando, num bom sentido, porque vindo da Regininha só se vê, vem e vende bondade.
Gritaram:-" Alarme falso ela não tá ai dentro!"
De repente, todo mundo chega correndo, vai entrando uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove...
quase todo mundo da equipe de enfermagem que trabalha nesse setor e mais alguns residentes que estavam próximos da sala de cirurgia.
Enquanto ela chegava devagar e tranquila, nós deste lado, estávamos quietos e prontos pra começar....
PARABÉNS PRA VOCÊ
NESTA DATA QUERIDA
MUITAS FELICIDADES
MUITOS ANOS DE VIDA....
Viva a Alice!!!!...
Eu cantei junto com o coro, um pouco desafinada eu confesso!
Mas a imagem de Alice chegando na porta com um sorriso no rosto que logo se desmanchou em lágrimas de alegria me comoveram imensamente.
A emoção tomou conta de cada um que estava ali presente, observei cada uma se aproximando e desejando felicidades.
Também a abracei e desejei muitas felicidades, eu não chorei...não por ser insensível àquele momento.
Mas eu estava um pouco desanimada com o "ser fotógrafa", devido a certos aborrecimentos por que passei. E estava me questionando se valeria continuar investindo em uma coisa que eu estava deixando de acreditar, não porque eu não goste, mas pelo fato de eu estava sendo vencida por coisas que já não tem mais importância.
Ver Alice, o pessoal, e a emoção naquele exato momento foi tão gratificante para mim quanto eu imagino que foi para ela.
Minha aflição foi-se com o que eu não queria mais para mim. E mais uma vez eu vi, e tenho certeza que a fotografia sempre estará em minha vida. Saber disso renova minhas baterias, para encarar noites em claro, plantões de finais de semana, dias difíceis, gente chata e sem caráter.
Eu gostaria muito que meus olhos fossem câmeras fotográficas nessas ocasiões...
Pouparia filme, cartão de memória ou pilhas...rs
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